Como lidar (e como não lidar) com os problemas

Por Silvia Regina Angerami
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Imagem: Pixabay
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Quando eu estava no ensino médio (naquela época se chamava colegial), tive aulas de psicologia. Eu adorava tanto a minha professora Clarinha, que prestei vestibular para psicologia e passei. Mas só depois de começar a frequentar as aulas, descobri que eu teria “pacientes” e consegui chegar apenas até a metade do terceiro ano. Achei que ter pacientes era muita responsabilidade para mim. E acabei caindo no jornalismo.

 

Mas aprendi, ainda nas aulas da Clarinha, como funcionam os nossos mecanismos de defesa. O autor do livro era o norte-americano Carl Rogers. Existem muitas maneiras de lidarmos com os problemas, os chamados mecanismos de defesa, uns mais eficazes e outros menos. Não me lembro exatamente do que aprendi naquelas aulas, mas conservo algumas lembranças que me ajudam até hoje.

 

Tem, por exemplo, a negação, que deve ser um dos mecanismos de defesa menos eficazes, mas a gente se pega o tempo todo negando as coisas e situações que nos desagradam. Quando morre uma pessoa de quem gostamos muito, a nossa primeira reação é dizer “nãããooo!”. Não queremos ouvir aquela notícia, nos recusamos a acreditar que seja verdade. Você simplesmente nega, assim como o avestruz que enfia a cabeça em um buraco na terra. Só que – sinto muito – mas essa atitude não funciona.

 

E a revolta? Será que ajuda em alguma coisa? Você esbraveja, xinga, esperneia, cria aquele clima pra lá de desagradável. Não. Também não ajuda em nada esse tipo de atitude. O melhor a fazer é evitar explodir cada vez que alguém discorda de você. As discussões não levam a lugar algum. Respire fundo, saia do ambiente, procure olhar para o céu e para a natureza.

 

Ouvi hoje o relato de uma pessoa que tinha brigado com o namorado e estava muito triste. Daí, ela viajou para a praia e ficou observando o céu mudar de cor, a maré subir e descer… A natureza nos dá a lição da impermanência, o tempo todo. Isso significa que essa situação que aflige você, seja ela qual for, vai passar, necessariamente. Pode demorar um pouco mais, um pouco menos. Mas vai passar. O chato disso é que as coisas boas também passam. Então, a dica é aproveitar cada momento, porque todos eles nos trazem alguma lição, algum aprendizado.

 

Outro mecanismo de defesa é a sublimação: é o meu preferido. Está ligado às artes. Transforme o seu problema em um poema, um desenho, uma música. Olha só que bacana! Muitos artistas sempre souberam que ao produzir suas obras estavam na verdade lidando com os seus problemas, os seus fantasmas. Eu gosto dessa ideia. Ontem fui obrigada a falar com uma operadora de TV a cabo e internet e aproveitei o longo tempo de espera para desenhar. O desenho até que ficou bacana.

 

Por isso, quando surgir um problema, pare e pense: não adianta negar, não adianta esbravejar. Mas adianta respirar, escrever, desenhar, pintar, fazer arte.

 

Eu espero que você consiga lidar com os seus problemas por intermédio da arte. Até o mês que vem!

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