Benefícios da amamentação superam riscos de infecção por COVID-19

Segundo a OMS, não há evidências de transmissão da doença pelo aleitamento materno
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Imagem: Pixabay
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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que 116 milhões de bebês nascerão no mundo neste período de pandemia de Covid-19. Por isso, ainda que as cidades estejam retomando suas atividades, milhões de novas mães seguem preocupadas e inseguras em relação aos cuidados que devem ser tomados com os recém-nascidos.

De acordo com divulgação feita pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) fizeram uma revisão das evidências científicas disponíveis. Até o momento, a transmissão ativa da doença por meio do aleitamento materno não foi detectada. Por isso, a recomendação é que mães com suspeita ou confirmação da COVID-19 sejam estimuladas a iniciar ou continuar amamentando seus bebês e crianças pequenas, pois os benefícios do aleitamento materno superam os riscos potenciais de transmissão do novo coronavírus.

“Como não há comprovação de que a COVID-19 possa ser transmitida através do leite materno, existe consenso na comunidade médica de que todas as mães devem seguir amamentando, mesmo aquelas com confirmação diagnóstica da doença, desde que em condições clínicas”, explica a pediatra Dra Lilian Cristina Moreira.

Veja os cuidados que devem ser tomados para que mães com confirmação ou suspeita de COVID-10 possam amamentar:
  • Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos antes de tocar o bebê ou antes de retirar o leite materno (extração manual ou na bomba extratora).
  • Usar máscara facial (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação.
  • Trocar a máscara imediatamente em caso de tosse ou espirro ou a cada nova mamada.
  • Evitar que o bebê toque na face da mãe, especialmente na boca, nariz, olhos e cabelos.
  • Espirrar ou tossir em um lenço de papel e descartá-lo imediatamente após o uso, além de lavar as mãos novamente.
  • Em caso de opção pela extração do leite, seguir rigorosamente as recomendações para limpeza das bombas de extração após cada uso.
  • Considerar a possibilidade de solicitar a ajuda de alguém que esteja saudável para oferecer o leite materno em copinho, xícara ou colher ao bebê. Essa pessoa deve receber orientações de um profissional de saúde sobre como oferecer o leite ao bebê.
  • Limpar e desinfetar rotineiramente as superfícies em que se toca com frequência.

A pediatra Dra Lilian Cristina Moreira reforça que o leite materno é o melhor alimento para o bebê e que, diferentemente das fórmulas, ele é produzido de acordo com a necessidade específica de cada criança.

 Conheça os principais benefícios da amamentação, segundo documento científico da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP): 
  • O aleitamento materno protege o bebê contra infecções intestinais, doenças inflamatórias intestinais na infância e doença celíaca.
  • Bebês que recebem leite materno têm menor risco de apresentarem sintomas de doença febril aguda nos primeiros meses de vida.
  • A amamentação diminui o número de infecções do trato respiratório.
  • Bebês amamentados têm um risco menor de doenças crônicas não-transmissíveis, como obesidade, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias, diabetes tipo 1 e 2, na infância, adolescência e vida adulta, se comparados a bebês que receberam fórmula láctea.
  • As gorduras presentes no leite materno fornecem energia e atuam no desenvolvimento do sistema nervoso central.
  • O aleitamento materno por mais de seis meses protege contra transtorno de espectro de autismo, déficit de atenção e alterações comportamentais.

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