Quando damos a luz, a nossa se apaga

Por Rafaela Thomsen
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luz
Imagem: acervo da colunista

Ninguém nos prepara para esse momento, mas quando damos à luz a um ser, apagamos a nossa. A morte chega. Não a do corpo material e, sim, de quem éramos até então.

Temos a bagagem da vida que vivemos…
Ainda nos chamam pelo mesmo nome…
Voltamos para a mesma casa…
Tudo parece igual…
Mas só a mãe sabe que, na verdade, tudo está diferente.

Só a mãe não se reconhece.

O corpo não é o mesmo.
Os pensamentos também não.
O sono é completamente diferente.

Até quando a mãe volta aos afazeres de antes, seja em casa ou fora, a maneira com que os conduz não é a mesma.

A mãe precisa reaprender a viver no antigo mundo e, pra isso, ninguém a prepara.  Em muitos casos, a sociedade nem espera por essa adaptação. Querem ver a mãe no corpo de antes, na energia de antes, cuidando dela e da casa/trabalho, como antes. E, sim, têm mães que se acostumam com seu novo eu facilmente. Porém outras, como eu, demoram um pouco mais. E essa morte acontece com o nascimento de cada filho.

Seja você uma mãe recente, ou não, saiba que há uma luz no fim do túnel. Pode ser que você a enxergue em poucas semanas, ou em meses, ou demore mais de ano. Mas enquanto isso não acontece, tente não se cobrar e não escute tanto o que a sociedade acha que você tem que fazer. Não se compare com seu antes e nem com outras mulheres.

Você pode até ser uma nova pessoa, mas saiba que você renasceu inteira e única. Só falta se redescobrir.

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