Pandemia nas escolas galegas

Por Vanessa Leão
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pandemia nas escolas
Imagem: acervo da colunista

Este mês vou explicar em números como está a situação da pandemia nas escolas galegas. E para contextualizar esses números, primeiro preciso explicar que vivemos na Comunidade Autônoma Galega que está situada no noroeste da Península Ibérica e é formada pelas provincias de La Coruña, Lugo, Orense e Pontevedra.

Estamos na cidade de Coruña que é a mais populosa das provincias, com 250 mil habitantes. E de acordo com dados do SERGAS (Serviço Galego de Saúde), os casos de coronavirus nas escolas da Galicia mantém uma tendência de declínio.

Números de casos nas escolas

Terminamos o mês de fevereiro com cerca de 1.100 casos ativos, nenhuma escola fechada e 28 salas de aula interditadas. Atualmente, treze centros educacionais atingem ou ultrapassam dez casos, dos quais, quatro são colocados acima dos vinte infectados.

A zona de A Coruña, continua a ter o maior número de casos, com cerca de 396 positivos e seis salas fechadas. Três centros da zona têm 14 casos. Por sua vez, os colégios, institutos e escolas da zona de Vigo somam 186 casos e sete salas fechadas.

Escolas da zona de Pontevedra registam 161 infecções e têm oito salas fechadas. A zona de Lugo regista 144 infectados e  a zona de Santiago continua com 134 positivos e pelo menos três salas fechadas.

A área de saúde de Ferrol marca 91 positivos. E, finalmente, a zona de Ourense tem 49 infectados.

Luta diária

Na escola onde estudam meus filhos foram constatados poucos casos até hoje. Quando um aluno ou professor é diagnosticado, fica 14 dias em quarentena e todos que tiveram contato mais próximo com a pessoa, fazem o teste.

Na classe de cada um dos meus dois filhos, tiveram casos de um aluno e um professor. As escolas estão tomando todos os cuidados para que o contágio seja o menor possível. E, apesar do medo, sigo mandando os meninos para escola.

Todos os dias meus pequenos heróis levantam cedo, vestem seus uniformes de aprender e saem para essa guerra silenciosa. Sempre digo para eles que devemos seguir adiante, que o medo não pode nos paralisar, mas que precisamos ter muito cuidado.

Eles obedecem e não questionam muito. Sinto que não têm ideia da dimensão disso tudo. Não entro em detalhes porque o cenário é muito cruel.

Luta que segue.

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