Saiba como cuidar da saúde mental das crianças

Período de isolamento social provocado pela pandemia de novo coronavírus tem sido especialmente desafiador para as criança
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Imagem: ambermb por Pixabay
Imagem: ambermb por Pixabay

O período de isolamento social provocado pela pandemia de novo coronavírus tem sido especialmente desafiador para as crianças, que seguem em confinamento no “novo normal”. Tristeza, medo, desanimo, irritabilidade, alterações do sono e do padrão alimentar são sintomas comuns nesse período. No entanto, os pais precisam estar atentos à intensidade, frequência e prejuízos para a vida cotidiana. Quando esses sintomas passam a ser incapacitantes ou passam a causar sofrimento é necessário buscar ajuda.

“É mito acreditar que depressão, ansiedade e outros transtornos de humor e afetivos acontecem apenas com adultos. É importante que os pais busquem ajuda, pois muitas vezes os sinais podem ser confundidos com birras, mau humor e agressividade”, explica o psicólogo Damião Silva.

E como os pais podem agir para que a situação não chegue a esse ponto? A psicóloga Flávia da Silva Corrêa Lourenço, do Consulta Aqui, listou algumas dicas importantes:
  • Dialogue: é importante que os pais conversem com seus filhos para entender o que estão sentindo e, ao mesmo tempo, orientar sobre o uso de máscara e cuidados com a higiene. Falar sobre os sentimentos é uma forma de minimizar os riscos de doenças emocionais.
  • Crie uma rotina: ter horário para acordar, dormir, comer, estudar e brincar dará a sensação de controle da situação.
  • Proponha atividades físicas: é importante que a criança gaste energia com atividades no quintal, na sala ou qualquer lugar disponível.
  • Faça chamadas de vídeo: conversar com familiares e amigos ajudará a criança a criar e manter sua rede de apoio.

Ainda que seja uma fase difícil para todos, os pais têm um papel importante de acolher, acalmar e transmitir amor às crianças. Isso porque ao dar atenção aos pequenos e mostrar interesse genuíno em seus sentimentos, os pais ajudam a minimizar a ansiedade típica deste momento.

Para a psiquiatra Celina Mannarino os pais também precisam preparar as crianças e adolescentes para a volta do convívio social, pois muitos podem ter dificuldade de readaptação e superação do medo.

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